Warren Buffett
São as perdas, e soment'e elas, que determinam o que deve ser melhorado na forma de trabalhar. Elas são os indicadores naturais da ineficiência e, portanto, o único norte confiável para qualquer evolução. Implementar ferramentas e métodos de gestão sem antes reconhecer que são as perdas que ditam a jornada de mudanças é uma iniciativa que gera apenas expectativas, e não mudanças reais e definitivas no desempenho.
A verdadeira transformação de desempenho começa quando a empresa para de aplicar ferramentas e métodos genéricos, e passa a permitir que o mapeamento das perdas dite a direção da sua estratégia.
Não se trata de seguir metodologias da moda, mas de identificar onde o valor está sendo desperdiçado e agir cirurgicamente sobre as suas causas.
A excelência não é um destino abstrato; é a consequência direta de uma gestão que domina a prevenção de perdas e desperdícios, garantindo que a evolução da empresa seja sempre pautada pela eliminação real do que impede a eficácia do seu negócio.
Quando o assunto é eficiência industrial, o mercado é um labirinto de siglas: TPM, TPS, WCM, TQC, TQM. Cada "escola" traz suas próprias definições, seus tipos de perdas e desperdícios. Para muitos gestores, essa proliferação de conceitos gera mais confusão do que clareza, dificultando a comunicação e a implementação de planos estratégicos reais. Mas, no final do dia, todas essas abordagens olham para a mesma verdade.
O nome da metodologia é apenas o meio. O objetivo é a eliminação das perdas e desperdícios.
Muitas organizações caem na armadilha de focar excessivamente em ganhar (Kaizen) enquanto negligenciam o não perder (Hozen). Essa cultura de buscar soluções e melhorias pontuais, ignorando as ineficiências crônicas, custa caro.
Em muitos casos, essas perdas consomem uma parcela tão significativa do retorno financeiro que chegam a ultrapassar o lucro líquido da operação.
Se a sua equipe não entende claramente o que são "perdas e desperdícios" no contexto do trabalho diário, a melhoria contínua se torna uma tarefa abstrata e distante da realidade do gemba.
A redução de perdas não é apenas uma meta de custo, é uma entrega de valor ao mercado. Sob a ótica do cliente, a redução de perdas e desperdícios impacta três pilares estratégicos:
O "defeito" é a principal perda que destrói a percepção de valor. Sem parâmetros objetivos, a qualidade oscila e a confiança do cliente se perde.
Atrasos na produção ou falta de materiais são perdas de eficiência que impedem o cumprimento de prazos.
O mercado dita o preço, mas quem dita a sua margem é o seu custo. Reduzir perdas é a única forma sustentável de proteger o lucro.
Embora existam diversas definições para "perda", poucas são concisas o suficiente para evitar distorções. Os modelos japoneses utilizam o termo Muda, traduzido como desperdício ou futilidade. Contudo, Muda é um conceito filosófico, não uma definição operacional. Não utilizamos muda para medir a eficiência e o lucro.
Para fins práticos, definimos:
Perda é a utilização de recursos além do estritamente necessário para agregar Valor.
Na Advanced C&T, categorizamos as perdas em dois eixos fundamentais que impactam diretamente o resultado financeiro:
Os processos utilizam recursos humanos e consomem materiais e energias. Para cada operação, existe um Consumo Padrão, o valor ideal previsto nas características dos processos, nos cálculos financeiros determinam os custos fixos e variáveis que frente à precificação do Mercado determinam a lucratividade de empresa. As empresas se esforçam constantemente na redução desses custos objetivando a elevação do seu lucro.
Entretanto, independentemente do quão enxutos sejam esses custos, sempre temos uma parcela de desperdício, e problemas na gestão de processos acabam gerando perdas de recursos que elevam o custo do produto, implicando invariavelmente na redução do Lucro da empresa. A perda ocorre sempre que o consumo real excede o patamar estabelecido.
As perdas de recursos geram consequências financeiras
Todo processo possui uma capacidade intrínseca, que chamaremos de Padrão de Desempenho do Processo (PDP). Independentemente da natureza da operação, atribuímos ao PDP o valor de 100%. A perda de eficiência é, portanto, o gap entre o desempenho real e o potencial máximo (PDP).
O grande desafio reside na calibração desses valores de referência. Muitas vezes, atividades que não agregam valor estão "escondidas" dentro do padrão atual porque quem o estabeleceu ainda não possui o olhar treinado para enxergar desperdícios e perdas.
Contudo, essa miopia inicial é superável. Com a experiência prática na observação e registro, operadores e gestores refinam sua percepção. À medida que melhorias são implementadas, os valores de referência são atualizados, elevando a régua da excelência organizacional dentro do processo de melhoria contínua.
Reduzindo as perdas de recursos e de eficiência de processo, o impacto positivo na lucratividade da empresa é imediato.
Para operacionalizar essa elevação de desempenho, é fundamental que toda a organização fale a mesma língua e enxerguem as perdas da mesma forma.
Ao longo de nossa experiência, identificamos e organizamos as perdas de eficiência de processo em 18 tipos de perdas.
Gerenciar perdas exige mais do que vontade, exige compreender os seus mecanismos geradores. A ausência de um processo estruturado de gestão de perdas é o indicador mais claro de que a gestão organizacional precisa evoluir.
Na Advanced C&T, não entregamos "teoria de escola". Nós estruturamos a sua inteligência operacional através de um ecossistema completo:
Identificamos os tipos de perdas e orientamos nossos clientes na determinação das causas imediatas, básicas e gerenciais, em toda a sua cadeia de valor (Inbound, Produção e Outbound).
Transformamos sua equipe em multiplicadora de resultados com metodologias práticas, adequadas a todos os níveis (gerencial, supervisional e operacional).
Fornecemos o software TPManager, a ferramenta definitiva para automação da gestão de processos, garantindo que o alinhamento metodológico seja o padrão permanente da sua organização.
A Excelência Operacional dá lucro, sendo diretamente proporcional à sua capacidade de prevenir perdas. Não permita que ineficiências ocultas continuem drenando a competitividade da sua empresa.
Quer estruturar sua gestão de perdas com quem é referência em resultados?